Meus pedaços.

Sinto-me ausente de mim mesmo,
e presente fora de onde estou.
Assim é o começo do que nunca queremos.

Sua consciência não mais existe,
embora eu sinta sua energia onipresente.
Sua existência não mais persiste,
arde; pois, pela sua ausência, meu coração doente.

Teu Boa noite não chega mais nem de dia,
teu Bom dia vem nos meus sonhos da noite.
Sonhos? Belisco-me e comprovo a infeliz tristeza;
aquela que insiste em não demudar o passado em presente.

É difícil dizer “Ele gostava disso” para um amigo.
É difícil ouvir  “Ele fazia isso” de um vizinho.
É difícil pensar em “Porquês, Como’s e Se’s”.
Enquanto, por ti, meu coração latejar hiperssuficiente.

Sei que não me ouves e nem me lês,
Mas sinto-te aqui; mais à vista que qualquer palavra escrita.
Sei que tua consciência se foi para o infinito,
mas preservá-la-ei no meu caráter e dedicação decentes.

E quanto ao resto de razão que sobejou nos meus pedaços
É bem mais irascível que eu inteiro; pois,
ainda não aceitou esse fim que, infelizmente, temos.

Comentários

Postagens mais visitadas