Ansiedade a mil e não paro de lembrar do meu pai
Amanhã começa meu pós-edital no Guruja para a prova da SEFA.
Eu tenho chances de passar - não são altas -, mas são reais. E, nesse momento de pressão absurda, é impossível não lembrar de alguém mais que especial: meu pai, o mestre dos números, da Matemática.
Tudo seria tão mais fácil com ele ao meu lado, mas, não tendo-o eu estou conformado em passar a maior parte das minhas horas úteis trancado no escritório estudando.
Lembro de um concurso em que passei: um dia antes da prova, pedi uma revisão pra ele… e eu gabaritei matemática.
Claro que regressão linear, interpolação e tantos outros assuntos que costumam chover em provas como a da SEFA-PA não se aprendem de véspera. Mesmo assim, não sai da minha cabeça que, com ele aqui, tudo pesaria menos. Eu me sentiria mais firme.
Também tenho lembrado muito de uma ex-namorada. Muito mesmo. Às vezes, andando pela rua, parece que eu sinto o perfume que ela usava. Outras vezes, degusto uma bolacha cream cracker e, na hora, vejo o sorriso lindo que ela dava ao se deliciar com essa pequena felicidade que ela amava. Infelizmente ela se foi de forma trágica: estava enfrentando um sofrimento enorme e optou por acabar com a própria dor de maneira definitiva, mas com um efeito colaterável colossal que foi a perda da vida. Um luto que nunca vai acabar. A vida é injusta.
Estou ansioso, nostálgico, acelerado e sozinho. Uma sinestesia completa. Talvez o fato de minha esposa estar viajando contribua bastante para esse cenário, mas ela volta em breve e- ao mens nessa dimensão - a coisa tende a melhorar.
Vamos lá.


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