Faz mais de um ano que eu não bebo.
Hoje eu vi uma matéria sobre o "janeiro seco" ou Dry January, que seria uma campanha que propõe às pessoas atravessar o mês de janeiro sem álcool, uma coisa bastante interessante e que certamente ajuda de forma sazonal a minimizar os malefícios desta que é uma das drogas mais devastadoras e - antagonicamente - aceitas na nossa sociedade.
Eu não me lembro exatamente quando foi a última vez em que bebi, mas sei que já passou de um ano. E eu sei disso porque “não beber” era uma das minhas promessas para 2025 - e eu a cumpri. Não ter a data exata, (in)felizmente, não muda o que mais importa: isso me deixa extremamente satisfeito e feliz comigo mesmo.
A ausência do álcool na minha vida melhorou minha disposição, meu tratamento(aqui reside meu principal motivo), meus indicadores de saúde(outro motivo muito importante) e, principalmente, meus relacionamentos :): com minha esposa, minha irmã, minha mãe, meu sobrinho, meus amigos. Eu não atravessei janeiro sem álcool, eu atravesssei 2025 inteiro e isso me fez perceber, com clareza, o quanto eu sou forte e determinado quando decido abrir mão de pequenos prazeres que, no médio e no longo prazo, só trazem prejuízos. E digo isso com a convicção de quem ama uisque e cerveja e bebeu regularmente por mais de duas décadas.
Mas faço questão de registrar que eu jamais serei hipócrita de criticar quem bebe. Eu mesmo bebi muito na vida(uma "pequena" fase que durou mais de duas décadas - a redundância é proposital porque foi uma "fase' extremamente intensa) e sei o quanto isso pode ser prazeroso - e, dependendo do contexto, até funcionar bem em muitas situações. A minha escolha não é um julgamento sobre ninguém; é só um compromisso pessoal comigommesmo.
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E que cada um encontre a felicidade a sua maneira e viva de forma que valha a pena manter a esperança daquilo que queremos para nós e para o mundo, acesa, porque quando acabar, nada mais importará.


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